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Barroco para Crianças: Bach e seus filhos
ago.12, 2010
J.S, Bach e seus filhos Wilhelm Friedemann e Carl Philipp Emanuel, e mais os brasileiros Ernesto Nazareth e Villa-Lobos estão na partitura do programa Barroco para Crianças: Bach e seus filhos, com José Staneck e Josiane Kevorkian.
O gaitista José Staneck desenvolve um estilo próprio onde elementos tanto da música de concerto quanto da música popular brasileira e do jazz se fundem a serviço de uma sonoridade e expressividade marcante.
Em 2006, lançou seu primeiro CD solo, A Poética de Uma Harmônica Brasileira e em 2009 o CD Tributo a Guerra-Peixe, no âmbito do projeto que realizou a catalogação da obra do mestre, disponível no endereço www.guerrapeixe.com. Dirigiu por 15 anos a Musiarte – Curso Integrado de Música , importante trabalho na área do ensino. Atualmente viabiliza um programa social de inclusão cultural em comunidades carentes e projetos sociais do Rio, que leva a música às crianças através do ensino da gaita.
A pianista Josiane Kevorkian estudou com Pascal Rogé no Centre International de Formation Musicale em Nice; em 1995, formou com Patrícia Bretas o Duo Pianístico Bretas-Kevorkian, com recitais no Brasil e no exterior. Em 2002, as pianistas lançaram o CD Bretas-Kevorkian com obras inéditas brasileiras para piano a 4 mãos e para 2 pianos, além da versão original para 4 mãos de A Sagração da Primavera, de Stravinsky. Atualmente, é diretora cultural da Casa de Artes Paquetá, onde coordena o projeto Bem Me Quer Paquetá, trabalhando pelo desenvolvimento artístico e cultural de crianças e jovens. Promove e participa de concertos didáticos para escolas públicas do Rio de Janeiro, através de parcerias com a Funarte e com a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro em várias Lonas Culturais da cidade.
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Barroquíssimo
ago.12, 2010
A harpista Cristina Braga, o flautista Igor Levy e o contrabaixista Ricardo Medeiros trabalham juntos desde 1986, quando fundaram o quinteto instrumental OPUS 5, que apresentava música popular brasileira com instrumentos mais conhecidos no repertório clássico.
Desde que começaram a tocar em trio, conceberam uma série de concertos em que a música popular seria apresentada com a elegância e o virtuosismo da música de concerto, e temas clássicos seriam apresentados com a fluência e improvisos típicos da música popular.
O trio se apresenta para as mais diversas audiências, tanto de prestigiadas séries de música de concerto quanto de escolas em concertos didáticos.
Na série Primavera Barroca, o grupo, com a participação especial de Miguel Baloussier (violoncelo), apresenta obras de J.S. Bach, H. Purcell, G. F. Handel, A. Vivaldi,, J.B. Loeillet. G. P. Telemann, entre outros.
Não perca:
Tal pai, tal filho – J.S. Bach e W.F. Bach
ago.10, 2010
O programa homenageia Wilhelm Friedemann Bach – o filho mais velho do grande Johann Sebastian – pelos 300 anos de seu nascimento. WIlhelm Friedemann foi iniciado à música pelo pai, como prova o Caderno de obras onde o velho Bach anotou, pela primeira vez, o Prelúdio mais famoso de toda a sua obra para teclado, que depois inspirou a Ave Maria de Gounod.
J.S. Bach (1685 – 1850) escreveu a maior parte de suas obras para o cravo e o órgão. Porém conheceu o pianoforte – o antecessor do piano moderno – na época em que escreveu a Oferenda Musical, em 1747, apenas tres anos antes de morrer. A obra tem sua origem num encontro entre Bach e Frederico II, na residência do rei em Potsdam, em cuja corte trabalhavva o outro filho de Bach, Carl Philipp Emanuel. Frederico queria mostrar a Bach uma novidade. O pianoforte havia sido inventado em 1726 pelo italiano Bartolomeo Cristofori e o rei possuia esse instrumento experimetal, o primeiro que Bach conheceu. Bach, que era bem conhecido por seu talento na arte da improvisação, recebeu um tema, o Thema Regium (”tema do rei”), para improvisar uma fuga, a partir do qual escreveu dois ricercares, 10 cânones e uma sonata.
Robert Hill apresenta o Ricercar a 3 que, provavelmente, foi tocado pela primeira vez no pianoforte de Frederico II.
Discípulo de Gustav Leonhardt, Robert Hill obteve o diploma de solista no Conservatório de Amsterdam em 1974, seguindo-se o Doutorado em Harvard com tese sobre a música de Bach para teclado. J. S. Bach e W. F. Bach estão entre os principais compositores gravados por Robert Hill, que dedicou a eles mais de 10 CDs, para os selos Hänssler Classics, Naxos, MDG, DG-Archiv, Olympia e Music&Arts.
Vencedor dos Prêmios Erwin Bodky (1982), NEA SoloRecitalist (1983), e Noah Greenberg (1988), suas gravações mais recentes foram distinguidas com os prêmios Deutschen Schallplattenkritik (2001), Cannes Classical Award (1999) e Diapason d’Or (2008).
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Pergolesi – Stabat Mater e Missa a Cinco
ago.10, 2010
Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736), homenageado este ano pelos 300 anos de nascimento, nasceu em Jesi (Itália), onde iniciou os estudos musicais; prosseguiu em Nápoles, no Conservatório dei Poveri (dos pobres), onde se revelou um exímio improvisador ao violino.
Tendo vivido apenas 26 anos, o sucesso póstumo de Pergolesi é um fenômeno novo na história da música. La Serva Padrona teve 24 diferentes produções nos dez anos que se seguiram à sua estréia. A repercussão da segunda apresentação em Paris, em 1752, desencadeia a Querelle des bouffons, guerra panfletária entre os defensores da ópera séria francesa e os amantes da nova ópera bufa italiana.
Atacado pela tuberculose em 1736, Pergolesi faleceu logo após ter concluido sua obra-prima, o Stabat Mater, cujo texto descreve a tristeza da Virgem Maria aos pés do Cristo crucificado. Sobre o dueto inicial da obra disse Rousseau: “trata-se do mais perfeito e tocante dueto que já saiu da pena de um compositor”1. Editada pela primeira vez em Londres em 1749, foi a obra mais frequentemente publicada durante todo o século XVIII. O Stabat Mater inspirou ainda o grande Johann Sebastian Bach, que dela se utilizou para musicar o salmo 51.
Pergolesi, a semente do gênio mauriciano
A riqueza da música brasileira de hoje encontra suas raízes no início do século XVIII, em um Portugal fascinado pela opulência da música barroca napolitana. Desejoso de tornar-se um Luís XIV ibérico, D. João V, o avô de nosso rei, rompe com a estética da renascença espanhola, dominada pelo contraponto, e “italianiza” a corte portuguesa, importando músicos e músicas de Nápoles.
É assim que foi parar no Palácio da Ajuda em Lisboa a Missa a Cinco, inédita, de Pergolesi, escrita exclusivamente para a corte portuguesa. E dele vem a inspiração primeira de nosso músico maior do período, o Padre José Maurício, cujo opus 1 – “Tota Pulchra es Maria” – escrito aos 16 anos, não esconde a semelhança com o “Et Jesum” do Salve Regina, a derradeira obra do compositor italiano.
Bene+Dictus
O conjunto Bene+Dictus foi fundado em 1998 e desde então se dedica ao resgate do repertório sacro anterior ao período clássico, incluindo o canto gregoriano e a polifonia medieval. Realizou diversas primeiras audições brasileiras de obras célebres como a Missa de Barcelona, as Vésperas de Nossa Senhora, de Monteverdi, o Confitebor, de Galuppi e o Miserere, de Allegri. Em 2001, lançou o CD “Palestrina – Missa Sicut Lilium”. Em 2002, realizou turnê pelas cidades de São Paulo e Brasília, tendo seu concerto no CCBB na capital sido apresentado pela TV Senado como programa especial da noite de Natal. Em 2006, abriu as comemorações pelos 200 anos da chegada da família real portuguesa, com uma série de concertos de música da Capela Real, incluindo a primeira audição moderna do Gloria da Missa Concertada de Marcos Portugal. O grupo foi fundado Félix Ferrà, gregorianista, produtor de música sacra da Rádio MEC FM e membro honorário da Academia Nacional de Música.
A soprano italiana Laura Antonaz, pela primeira vez no Brasil, é especializada na interpretação de música barroca e apresenta-se regularmente com os melhores conjuntos do gênero, como o Concerto Italiano, Accademia Bizantina e o Ensemble La Fenice. Em 1993 iniciou a carreira operística com a Flauta Mágica (Mozart), seguindo-se óperas de Cavalli, Paisiello, Jommelli, Weber, Offenbach, Gluck, e o papel de Poppea em Agrippina (Haendel). Recebeu os prêmios Pergolesi (Roma,) ‘International Lieder Competition’ (Bardolino – Itália) e da Sociedade de Ópera Bufa (Milão).
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Primavera Barroca
ago.10, 2010
Sob o patrocínio do Istituto Italiano di Cultura e marcando o mês da Itália no Brasil, Música nas Igrejas realiza a partir de 9 de setembro o festival Primavera Barroca para homenagear dois compositores barrocos nascidos há exatos 300 anos:
- Giovanni Battista Pergolesi, genial compositor que viveu apenas 26 anos, e
- Wilhelm Friedemann Bach, o filho mais velho do grande Johann Sebastian.
O festival inicia-se em 9 de setembro, época em que se comemora a chegada da Imperatriz Teresa Cristina, napolitana de origem, com a apresentação das obras-primas de Pergolesi
- “La Serva Padrona” – ópera cômica, registrada no filme de Carla Camurati
- “Stabat Mater“, apresentado pelo conjunto Bene+Dictus e pela soprano Laura Antonaz
Neste mesmo concerto, serão apresentados trechos da missa inédita que Pergolesi escreveu por encomenda da corte portuguesa e que foi resgatada na Biblioteca do Palácio da Ajuda.
A soprano italiana Laura Antonaz, vencedora do concurso internacional de canto barroco “G. B. Pergolesi”, de Roma, vem pela primeira vez ao Brasil, assim como o inglês Robert Hill, um dos mais aplaudidos especialistas do pianoforte em todo o mundo. A presença no Brasil da soprano Laura Antonaz é patrocinada pelo Instituto Italino di Cultura.
Os tres concertos “Barroco para crianças” serão realizados na região da Linha Amarela, em comunida-des onde atua a LAMSA, um dos patrocinadores da série.
Direção artística e curadoria: Rosana Lanzelotte
Direção executiva: Lilian Barretto
Produção: Sonata Produções Artísticas
Assessoria de Imprensa: VERBO ViRTUAL
Luciana Medeiros - 21- 2294-4560 / 8139-0202
e Roberta Rangel (21) 7825-6477
Não perca:
Concertos da Semana
mar.30, 2009
Deixe seu comentário :2009, Alberto Kanji, Antônio Meneses, Bene+Dictus, Couperin, Igreja de N.S. da Conceição, Igreja N. S. do Bonsucesso, Matriz de Santa Tereza, Olivier Baumont, Outeiro da Glória, Quarteto Bosísio, Rosana Lanzelotte mais...Violoncelo Virtuose na Praça XV
mar.19, 2009
5 de abril – 17h – Igreja N. S. do Bonsucesso (Praça XV)

Rosana Lanzelotte e Antonio Meneses
Antonio Meneses e Rosana Lanzelotte estrearam a parceria na abertura da série Música nas Igrejas em 1993. O interesse de Antonio pela música barroca – já havia registrado as suites para cello de Bach – os conduziu à gravação das sonatas inéditas de Carlo Graziani, realizada na Europa para o selo Sanctus. O violoncelo utilizado por Antonio Meneses é de Alessandro Gagliano, feito em Nápoles, ca. 1730. (continue lendo…)
Quarteto Bosisio
mar.19, 2009
4 de abril – 18h30 – Matriz de Santa Tereza
6 de abril – 19h30 – Igreja de N.S. da Conceição (Gávea)

Paulo Bosisio
O Quarteto Bosisio apresenta a obra que Joseph Haydn escreveu especialmente para a Semana Santa – As Sete últimas palavras de Cristo na Cruz. Ao final do fértil período em que serviu à família Esterházy, Haydn recebeu em 1785 uma inusitada encomenda para compor sete adágios destinados a acompanhar a meditação da cerimônia das Sete Últimas Palavras de Cristo, a ser realizada na sexta-feira santa na Catedral de Cadix. A obra não tem similar na história da música. Um movimento introdutório e o final, intitulado “Terremoto”, emolduram 7 sonatas em andamentos lentos. (continue lendo…)
Bene+Dictus na Igreja do Carmo da Sé
mar.19, 2009
1º de abril – 19h30 – Igreja do Carmo da Sé (Centro)
Iniciando os concertos da Páscoa, o conjunto vocal Bene+Dictus, dirigido por Félix Ferrà, realiza o concerto comemorativo de seus 10 anos de atividades dedicados ao canto gregoriano, polifonia medieval, renascentista e música barroca. O programa gira em torno da obra-prima de François Couperin – as Lições de Trevas. O Ofício de Trevas, no qual se faz a leitura do livro bíblico das Lamentações do Profeta Jeremias, é um dos pontos altos das celebrações litúrgicas da Semana Santa e por isso foi tema, ao longo da história da música, de diversas obras-primas de compositores importantes. No universo do barroco francês, brilham de modo especial estas Leçons de Ténèbres de François Couperin, compositor genial mais conhecido por suas obras para cravo, que viveu em Paris entre 1668 e 1733. (continue lendo…)
Temporada 2009
mar.19, 2009
A série Música nas Igrejas começa sua temporada 2009 com novidades e homenagens. Os 200 anos de morte de Franz Joseph Haydn e a celebração do Ano da França no Brasil são os temas dos concertos que a criadora da série, a cravista Rosana Lanzelotte, traz ao público carioca. O formato de distribuição dos concertos pelo ano também mudou: serão apresentados em três blocos, com o primeiro – os Concertos de Páscoa – começando dia 1º de abril. O patrocínio é da Carioca Engenharia, APSA, Luso Brasileira e Prefeitura do Rio de Janeiro. (continue lendo…)











